O teatro que se encenou ontem em Zurique não terá resenha de valor algum acaso o Brasil não se transforme já num país sério, com capacidade de cumprir metas e prazos inadiáveis, com poder d´investimento - e investimento planejado, bem entendido -, do qual se preste contas qual exige a decência, mormente quando se sabe qu´evento de tal magnitude, não importa onde, jamais foi erguido sem recursos públicos, daí porque também se torne obrigatório que, ao cabo da festa esportiva, às cidades-sede sejam legados avanços estruturais de melhorar a vida da população.Ao Rio de Janeiro, para além da farra pontual, de nada valerá a Copa do Mundo se não houver, por exemplo, metrô - de preço acessível - até a Barra da Tijuca, se não se empreender um programa honesto e efetivo de despoluição da Guanabara, e se a política de segurança pública não se impuser, sob inteligência mais que propaganda, em médio e longo prazos, a despeito de governantes vaidosos e cidadãos egoístas.
Tudo, projetados sete anos adiante, é incerto, e se me perguntarem do que estou absolutamente seguro para então, havendo ou não Copa no Brasil, responderei: Ricardo Teixeira será presidente da CBF.
Ou seja: nada a comemorar - por ora.























